Sindicato questiona no CNJ priorização em orçamento do TJPB pretendida pela AMPB

O Sindicato dos Oficiais de Justiça da Paraíba requereu junto ao Conselho Nacional de Justiça sua habilitação no Pedido de Providências formulado pela Associação dos Magistrados da Paraíba, onde é alegado o descumprimento pelo TJPB, do art. 22 da Resolução n. 219/2016 do Órgão, que dispõe sobre a distribuição de servidores, de cargos em comissão e de funções de confiança em 1º e 2º graus.

O Sindojus-PB fundamentou seu pedido no fato de a categoria que representa ter maciça atuação em 1º grau e estar, portanto, passível de ser atingida por qualquer deliberação que envolva recursos destinados a essa instância. Para a entidade, ao interpretar isoladamente disposições normativas, a AMPB pretende administrar o orçamento do Judiciário, destinando-lhe parte considerável para a remuneração de assessores de juízes.

Observância de critérios

 

“Não se despreza a relevância da atividade judicante, o excesso de trabalho existente e nem, muito menos, a necessidade de uma justa remuneração para aqueles que atuam no auxílio dos juízes”, destaca o Sindicato, ao tempo em que adverte para a observância de critérios sob a perspectiva do interesse público e não apenas de determinadas categorias, bem como do questionamento se este é único ou principal problema na prestação jurisdicional.

Nesse contexto, o Sindojus-PB lembra que o mesmo Tribunal de Justiça da Paraíba descumpre inteiramente outra Resolução do CNJ, de n. 153/2012, que garante aos Oficiais de Justiça o recebimento antecipado de despesas de diligências. A insuficiência de verbas para atender a essa finalidade resulta em centenas de mandados não cumpridos e várias representações por juízes na Corregedoria visando a realização dessas diligências sem as devidas indenizações.

Uns mais iguais que outros

 

“É de impressionar que a Associação dos Magistrados seja tão diligente no cumprimento de um dispositivo de uma Resolução, mas quando se trata de outro descumprimento, que é muito mais antigo, muitos dos seus associados vejam como remédio a coerção através de representações na Corregedoria. Definitivamente, todos são iguais, mas uns são mais iguais que outros”, observa o Sindicato.

O presidente do Sindojus-PB, Benedito Fonsêca, acrescentou que a entidade requereu ainda ao conselheiro relator Carlos Eduardo Dias, que seja determinada à AMPB a apresentação de estudo que justifique o ganho de eficiência/impacto na melhoria dos serviços de 1º grau através da referida destinação ao orçamento ou determine que tal estudo seja realizado pelo próprio Conselho.

Ação Concluída

Sua solicitação foi processada com sucesso.

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