Porte de Arma de fogo é uma problemática também para outras profissões além dos Oficiais de Justiça. Os agentes e guardas prisionais, integrantes de escolta de presos e guardas portuários tiveram vetado integralmente pela Presidente Dilma Rousseff, o Projeto de Lei que permitia a liberação da arma de fogo fora do serviço. A justificativa fornecida pela presidência é que com a liberação, um maior número de armas de fogo estaria em circulação, o que causaria um confronto com a política nacional de combate à violência e com o Estatuto do Desarmamento.
A presidente sabe que sua decisão contraria o nteresse público, pois esta reivindicação do porte de armas cria certa repercussão, uma vez que outras categorias, a exemplo dos Oficias de Justiça que há algum tempo buscam a liberação do porte sem êxito.
Antes de tomar a iniciativa de vetar o projeto, Dilma Rousseff consultou o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos da Presidência. O projeto da liberação do porte de arma aprovado pelo Senado no mês de novembro iria alterar o Estatuto do Desarmamento para incluir algumas categorias na relação dos autorizados. Dilma disse Não. Como consolo aos que buscam a liberação do porte de arma, a presidente falou que os interessados podem solicitar a autorização individualmente.
Ainda não é dessa vez que a liberação do porte de armas de fogo será autorizada também para outros ofícios. A sensação é que esta é uma decisão que ninguém (a quem compete autorizar) quer ser responsabilizar ou se envolver, ou seja, existe uma contradição de atitudes. De um lado estão as reivindicações de profissões que sentem a necessidade do uso do porte de arma e os projetos dessas reivindicações que a princípio são aprovados, mas que no decorrer do percurso encontram resistência. Do outro lado está o poder dividido que um diz sim e o outro diz não e desta forma ninguém resolve nada. Assim sendo, parece que não há muito para se fazer, a não ser ter paciência e esperar ou então é seguir o conselho da presidente Dilma Rousseff, quer uma arma de fogo? Solicite individualmente.